o copo
minha primeira crônica: baseada num acontecimento inesperado — que no mesmo instante me fez refletir sobre minha medíocre existência — feita no dia 19 de agosto de 2025.
O Copo
Como em um súbito desprezível dia, estava lavando uma porção suja de utensílios — utilizados de uma inigualável forma. Este copo, cujo qual era de matéria débil, fragmentou-se em micro perfis de vidro pelo metal da pia.
De impulso desprezei-me pelo erro. Mas, será eu dissemelhante deste objeto vil? Será, meu órgão do peito esquerdo, diferente?
Não há. Só há fluxo constante de átomos e dor. Dor de matar-me. Pudesse eu ser aquele copo. Defronta a súplica (a dor), tão somente, uma vez.
ainda escrevo poemas com frequência, mas crônicas são dissemelhantes. são únicas, onde apenas um acontecimento circuita pelos diversos fios dos pensamentos. ela cria a partir de algo que vemos como o banal da rotina.
obrigada, adeus :)



